Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Enxurradas
Não sei se está chovendo na minha alma,
Será que é apenas uma chuva anunciando o outono?
Uma enxurrada de pensamentos cai do céu
Minha alma brinca, mergulha, dança...
Enxurrada da memória, que jorra suas águas por todo meus
rios. O curso muitas vezes atropelado,
Pororocas, levando quase tudo,
águas ansiosas, nervosas
Hão de encontrar o mar....

Eu dominando cada onda, cada curva
sei bem os limites dos meus rios
E,  em meio a tantas tormentas
meu coracão navega calmamente
em paz, como se colhesse flores
plantadas em plena estação outonal
Desaguam as flores, uma a uma
no imenso oceano...
Seria um encontro com a felicidade?


Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 04/09/2008
Alterado em 04/09/2008
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