Antíteses...
Era de sonho e vigília sua presença
Era noturna a sua voz
Claras suas palavras
Era suave seus beijos
Seu olhar um cacho de uvas
oferecendo-me vinhos...
Eu era de pétalas e caules
meu tronco cerejeira
Brotava auroras rosadas
do meu corpo, ofertando
a maçã que pulsava,
revelando a maciez em flor
Sua alma marcava minha
carne, cheia de vontades
Pela minha mais íntima luz
Fazia-me luar...
Hoje, você é ausência
Um Deus chora
Um demônio ruge
Na ressonância, vazios:
Antíteses de nós
Nos seus olhos
uma frágil película roxa
...E meu corpo não vai
florir no inverno...
Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 12/11/2008
Alterado em 06/08/2009