Desistindo
Sou como barco velho
ancorado no porto esquecido,
há um resto de onda, saboreando
meus cascos, um grão de areia cochila enquanto
a gaivota amanhece nos rastros do sol.
Estranha manhã e a minha alma parcelada
desiste de seguir seu curso.
Eu não sabia que devia abrir meus olhos
quando o silêncio-púpura abdicasse do meu corpo
insistindo meus passos por essa areia áspera-úmida
eu não queria sentir o gosto de vida sem melodia
e nem tão pouco seguir navegando em ritmo de uma nota só.
Eu só queria que minha alma voltasse pra casa.
Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 29/05/2007
Alterado em 06/07/2007