Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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FACAS AFIADAS


Rasgando minha carne
Perfurações profundas
Atigem o coração, agonizando
sangrando já não pulsa vida
O corpo intacto;
E a alma dilacerada, ferida caminha
moribunda pela vida, sem luz, sem cores
Arrastando o desprezo e a humilhação..
Perdida não sabe o que fazer com eles.
E as facas afiadas insistentes, perfuram
a carne, as vísceras, os olhos..
o corpo:já não tem vida..
Alma não pode voltar para casa
Esconde-se na escuridão.
Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 15/08/2007
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