Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Se quer saber de mim,

pergunte a um Serafim.

Talvez ele diga que estou dançando

no jardim —

E nem aí para você. 

 

Vi você me espionando

com seu telescópio minúsculo.

Quem sabe… me admirando?

 

Ofereci-lhe uma flor,

mas você trouxe o terror.

E do outro lado da cerca,

um espinho traidor —

sem dó nem pudor —

rasgou sua carne.

 

Caiu então uma chuva fina,

não pra consolar,

mas pra limpar, sem rima —

os rastros frios do seu olhar

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 29/04/2025
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