Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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        A criança em mim

 

 

A criança em mim só quer ser amada sem pressa, com aquele olhar inteiro que não julga nem exige. Quer colo nos dias difíceis, mãos que acalmem sem palavras, silêncio que acolha. Ela só quer brincar sem culpa, inventar mundos com folhas secas, fazer perguntas bobas e rir alto das respostas. A criança em mim quer acreditar em milagres: em dias que começam cinzas e terminam em arco-íris, em pessoas que se redimem, em finais felizes que nascem do afeto. Ela só quer dormir com o coração em paz, sem medo do amanhã, acreditando que, ao acordar, ainda haverá espaço para sonhar de novo.

 

A criança em mim não quer relógios nem metas inalcançáveis. Ela quer tempo… tempo de verdade. Tempo de olhar para o céu e ver formas nas nuvens, de contar estrelas, de esperar uma borboleta pousar na mão. Ela quer andar descalça, sujar os pés de terra e a alma de histórias. Quer acreditar que tudo pode ser curado com um abraço apertado ou com um “tá tudo bem” dito com sinceridade.


 

 

 


Ela não se importa com grandes conquistas. Para ela, vencer o dia é conseguir sorrir depois do choro, é dividir o último pedaço de bolo, é ter alguém que escute seus silêncios. A criança em mim quer pertencer sem precisar se encaixar. Quer ser vista mesmo quando está quieta, ser respeitada mesmo quando erra, ser valorizada mesmo quando apenas existe.

 

Ela ainda espera que o mundo seja bom. E, apesar de tudo, ainda acredita que o amor salva.

 

A criança em mim só quer ser amada sem pressa, brincar sem culpa, acreditar em milagres e dormir com o coração em paz.


 

 

A criança é minha Neta Marin Chan.

Imagem encontrei na internet.

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 30/04/2025
Alterado em 22/11/2025
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