Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Que a chuva me devolva o som

do meu silêncio,

quando o céu se despe em silêncio

e cada gota me traduz.

 

Deixe-me escorrer pelas folhas,

recolher os murmúrios que guardei,

lavar as memórias que pesam,

regar a coragem que plantei.

 

Que a chuva me diga meu nome,

sussurrado no vidro da janela,

e que eu me reconheça,

enfim, inteira e singela.

 

E, nos dias de chuva,

não esquecer: eu sou Sol.

 

By Sônia 

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 05/05/2025
Alterado em 05/11/2025
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