Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Esperando…
 

Ela esperava por alguém que nunca veio.

A porta estava entreaberta, mas não porque ela fosse otimista.

Era só a sensação de que, se fechasse completamente, talvez o mundo lá fora pudesse esquecer que ela ainda estava ali.

 

O café esfriou — mas ela não se importava muito com isso.

Talvez gostasse mais do cheiro quente do que do sabor.

A verdade é que o tempo, por algum motivo, passava mais devagar quando a expectativa estava no ar.

Ou talvez fosse a cadeira vazia, do outro lado da mesa, que fazia as horas se arrastarem.

 

A rua fora da janela não parecia ter pressa de mudar.

As mesmas pessoas passaram várias vezes,

provavelmente sem notar que ela estava ali.

Ela sorriu, só para manter a graça.

 

E a cada vez que olhava para o relógio,

pensava: “Talvez hoje seja o dia.”

Mas quando a tarde caiu, ela já estava acostumada com a companhia silenciosa de si mesma.

E com um pequeno sorriso, ela fechou a porta.

Porque sabia, no fundo, que o que mais importa é não esquecer a leveza de continuar.

by Sônia

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 13/05/2025
Alterado em 09/12/2025
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