Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links

Nos Braços do Pai

 

Nos braços do pai, o mundo repousa,

com cheiro de afeto e silêncio de rosa.

A menina maior, com riso de sol,

traz nas bochechas o brilho do arrebol.

 

A menor, de dez meses, espanta a manhã

com olhos que dançam, ternura tamanha.

Segura no dedo, seu porto seguro,

o peito do pai é abrigo mais puro.

 

Ali, no compasso do peito que embala,

o tempo se curva, o instante não cala.

É mais que retrato, é luz em papel,

um céu de carinho, sem cor e pincel.

 

O pai — esse mundo de braços abertos —

guarda em silêncio seus sonhos encobertos.

Mas basta um olhar das pequenas no colo

pra florir de esperança o mais seco solo.

 

E o amor, invisível, mas denso no ar,

se escreve no gesto, no toque, no olhar.

Pois quando há ternura moldando a manhã,

um pai e suas filhas formam a maçã.

 

Inteiros, macios, eternos também,

nos braços do pai, tudo encontra o bem.

É foto? É memória? É reza? É canção?

É a vida bordando amor em oração.

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 29/05/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários