Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Margaridas nuas —

pé de criança no vento,

o céu floresceu.


 

Desfolhar o Destino 

 

Diante de mim, uma margarida —

testemunha dos meus segredos de amor.

Seguro sua haste como quem segura

o frágil pulsar de uma esperança.

 

« Je t’aime… un peu » — murmuro,

e a primeira pétala flutua no vento.

« Beaucoup » — digo, quase rindo,

como quem sabe que amor demais pesa.

« Passionnément » — meu peito se abre

em vermelho, como se uma rosa surgisse

no lugar do meu coração.

« À la folie » — meu riso é um grito manso,

sou quase criança, quase louca.

« Pas du tout » — e se for assim?

E se o amor me negar na última pétala?

Mesmo assim, eu amarei —

com todas as flores que puder arrancar,

com todos os ventos que puder soprar,

com todas as pétalas que o tempo inventar.

 

Porque amar é sempre isso:

um pouco, muito, passionalmente, loucamente…

ou nem um pouco —

mas ainda assim, tudo.

 

Sônia Lupion Ortega Wada

 

 

🌼

Pétalas caem —

um riso de menino

pousa na terra.

 

🌼

Lua pingando,

as margaridas brilham

nos tornozelos.

 

🌼

Pé no orvalho —

coração de flor dança

sem direção.

 

🌼

Coroa simples,

pé descalço e perfume:

a infância dorme.

 

Imagem: google.

 

 

 

Nota da autora:

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Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 18/07/2025
Alterado em 06/01/2026
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