Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Sem Fronteiras

Para meus Filhos

 


Eu sinto muito.

Eu menti.

Disse que não podia me apaixonar,

mas cada parte de você desperta algo em mim —

e quero tudo como meu.

 

Sempre que penso em você,

o mundo ao redor se desfaz.

Sentimentos se confundem —

seria amor?

admiração?

medo?

 

A fronteira desapareceu.

Nem eu, nem você

temos limites agora.

 

Tem um som que quero ecoar,

uma pessoa que quero que escute,

um coração que quero fazer estremecer.

 

Sabe aquela música?

Continue ouvindo —

ninguém me ensinou a viver.

Mesmo que zombem,

mesmo que digam que erro,

essa é a vida que escolhi.

 

Quero sentir para sempre

a vida dele pulsando em mim,

o rastro do que fomos,

o eco do que nos transformou.

 

E percebo:

nunca mais serei

quem eu era.

O sentir me dissolveu,

me refez,

me fez sem fronteiras —

inteira e incompleta

ao mesmo tempo.

 

 

 

 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

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Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 26/08/2025
Alterado em 06/01/2026
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