Faces da inveja
A dor da inveja
Olhos que cobiçam,
coração em tempestade —
silêncio ferido.
A inveja é sombra silenciosa,
corrói o coração sem alarde,
transforma desejos em veneno
e sorrisos em máscaras frias.
Ela nasce da comparação,
do que falta em nós,
do medo de não sermos suficientes.
E, quando não é domada,
gera feridas nos outros e em nós mesmos.
As mais cruéis maldades surgem dela —
não de força, mas de fragilidade.
Porque quem inveja é, antes de tudo,
um ser que perdeu contato com a própria luz.
Mas a inveja também é espelho:
mostra o que desejamos,
o que nos falta ou nos assusta em nós.
Se olharmos com coragem,
ela pode se transformar em impulso,
em motivação,
em aprendizado.
Não para destruir,
mas para crescer.
Para reconhecer nossas próprias sombras
e escolher a luz que queremos carregar.
A inveja como espelho
No verde do outro,
reflete o que me falta —
sombra e desejo.
Transformação
Inveja que queima,
aprendo a caminhar só —
luz que renasce.
Nota da autora:
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