Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Faces da inveja

 

A dor da inveja

Olhos que cobiçam,

coração em tempestade —

silêncio ferido.

 

 

A inveja é sombra silenciosa,

corrói o coração sem alarde,

transforma desejos em veneno

e sorrisos em máscaras frias.

 

Ela nasce da comparação,

do que falta em nós,

do medo de não sermos suficientes.

E, quando não é domada,

gera feridas nos outros e em nós mesmos.

 

As mais cruéis maldades surgem dela —

não de força, mas de fragilidade.

Porque quem inveja é, antes de tudo,

um ser que perdeu contato com a própria luz.

 

Mas a inveja também é espelho:

mostra o que desejamos,

o que nos falta ou nos assusta em nós.

Se olharmos com coragem,

ela pode se transformar em impulso,

em motivação,

em aprendizado.

 

Não para destruir,

mas para crescer.

Para reconhecer nossas próprias sombras

e escolher a luz que queremos carregar.

 

 

A inveja como espelho

No verde do outro,

reflete o que me falta —

sombra e desejo.

 

Transformação

Inveja que queima,

aprendo a caminhar só —

luz que renasce.

 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.


 

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 09/10/2025
Alterado em 06/01/2026
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