Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Amor de Outra Vida

 

 

Eu te amo desde antes do nome,

quando eras apenas sopro

e teus olhos já buscavam os meus

em alguma constelação esquecida.

 

Te reconheci no contorno do vento,

no sal da tua pele sonhada,

no modo como tocavas o silêncio

com a leveza de quem já me conhecia.

 

Por quanto tempo vou te amar?

Pelo tempo em que houver auroras,

e mesmo depois,

quando o mundo não souber mais falar de amor,

eu ainda te amarei em segredo.

 

Eu sou aquele que espera

à margem das eras,

guardando tua dança com os cavalos,

teu riso escondido sob véus,

teu perfume de terra molhada e flor azul.

 

Sigo o som do teu violino,

mesmo quando o mundo dorme,

e o que me guia

é essa chama que nunca se apagou

desde a primeira vida onde fomos um.

 

Ainda sonho com teus olhos

sob as estrelas de uma praia que nunca vimos,

e espero — sem pressa —

teu passo no Recanto onde as almas se reencontram.

 

Não importa o tempo, o corpo ou a ausência.

Eu sou teu.

De outra vida,

de agora,

do sempre.

 

 

 

 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

 

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 22/10/2025
Alterado em 06/01/2026
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