Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links

Os Pirilampos e a Batalha Cósmica – Heróis de Arcturus

 

Toda noite, antes de dormir, eu contava histórias para meu filho Pedrinho. Ele adorava a dos pirilampos — especialmente a viagem a Arcturus. Hoje, consegui recriar a aventura completa.

 

Havia três pirilampos muito especiais: Patati, Patatá e Pototó. Eles não eram pirilampos comuns: tinham luzes que piscavam como neon e sonhos maiores que o céu noturno. Um dia, decidiram explorar o universo — afinal, quantos pirilampos poderiam se orgulhar de ser celebridades intergalácticas?

 

Viajaram pelo mundo, encantando humanos com suas luzes e trapalhadas, virando estrelas em revistas, programas de TV e até comerciais de chiclete. Mas Pototó tinha um talento secreto: um peido fenomenal, capaz de levá-los a qualquer lugar do cosmos!

 

Chegaram em Arcturus, um planeta vermelho e cintilante. Os arcturianos ficaram chocados: para eles, os pirilampos eram… insetos malucos! Mas logo se encantaram com as luzes coloridas e o humor contagiante dos visitantes da Terra.

 

Mas nem tudo era festa. Uma nuvem escura e pegajosa cobria as cidades, apagando as luzes e deixando os arcturianos tristes. E, pior ainda, invasores alienígenas surgiam da Lua, tentando dominar o sistema solar.

 

— Precisamos ajudar! — disse Patatá.

— Mas como? — perguntou Patati.

— Talvez… outro peido do Pototó? — sugeriu Patati, rindo.

 

Então os arcturianos contaram sobre a antiga lenda: São Jorge e o Dragão Lunar estavam presos numa batalha eterna na Lua, defendendo o satélite das invasões alienígenas. Os pirilampos entenderam que, para salvar Arcturus, precisariam unir forças com os lendários heróis.

 

— Vamos à Lua! — disse Patatá, determinada.

— Com meu peido cósmico, podemos chegar lá em segundos! — completou Pototó.

 

Na Lua, encontraram São Jorge, com sua armadura reluzente, e o Dragão Lunar, cuspindo fogo prateado para repelir os invasores.

 

— Precisamos de luz extra! — gritou São Jorge.

— Patati, ilumine a batalha! — disse Patatá.

— E eu darei a força final! — Pototó se preparou.

 

A batalha começou: Patati piscava suas luzes neon, cegando os invasores; Patatá cantava canções que fortaleciam os escudos mágicos de São Jorge e do Dragão Lunar; Pototó deu o peido cósmico mais poderoso que já existiu, criando uma onda de energia que jogou os alienígenas para longe, direto para o cinturão de asteroides.

 

— Vitória! — gritaram os arcturianos, dançando entre as estrelas.

— Somos uma equipe perfeita! — disse São Jorge, sorrindo para os pirilampos.

— E heróis cósmicos! — acrescentou Pototó, piscando com orgulho.

 

Depois de agradecer aos arcturianos, São Jorge e o Dragão Lunar retornaram ao seu descanso lunar, sabendo que agora poderiam continuar protegendo o sistema solar.

 

Os pirilampos sentiram saudade de casa. Então deram um último peido cósmico e voltaram para a Terra, cansados, brilhando e cheios de histórias de heroísmo para contar.

 

Toda noite, antes de dormir, Pedrinho esperava pelos pirilampos.


Eles nunca deixavam de aparecer.

 

Às vezes salvavam Arcturus.

 

Às vezes ajudavam São Jorge e o Dragão Lunar.

 

Às vezes apenas iluminavam o caminho de volta para casa.

 

Mas, para mim, o verdadeiro milagre acontecia quando eu apagava a luz do quarto e via meu filho dormir sorrindo.

 


 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

 

 

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 12/11/2025
Alterado em 18/07/2026
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários