Pedrinho Augusto – Da Poesia ao Canto
Pedrinho nasceu assim:
antes de ter forma, já era verso.
Antes de abrir os olhos, já era canto,
e antes de respirar o mundo,
era poesia acalentando o ventre da mãe.
Foi gerado em rimas,
embalado por tios, tias e poetas
que lhe deram um nome como quem oferece luz.
Pedro Augusto —
nome escolhido em festa,
tecido por mãos que escrevem sonhos.
Enquanto crescia, palavras o cercavam
como asas invisíveis.
Cada poema que lhe dedicavam
era travesseiro de afeto,
cobertor de ternura,
abraço que atravessava distâncias.
Mas o menino-poema
ao invés de virar poeta,
virou música.
O verso virou voz,
a rima virou ressonância,
o berço virou palco.
E Pedrinho Wada cresceu —
cresceu em alma,
cresceu em talento,
cresceu em harmonia.
Hoje, aos dezessete,
é tenor que se ergue firme,
piano que responde à sua sensibilidade,
jovem que abre caminhos
entre partituras e sonhos.
O menino que nasceu da poesia
virou música —
da mais bela.
Cada nota que entoa
é uma homenagem silenciosa
àqueles que o amaram
quando ele ainda era só promessa,
e à mulher que o trouxe ao mundo
com o coração cheio de arte.
Pedro Augusto,
canta.
Porque tua voz agora
é o poema que a vida escreveu
para todos nós.

Quando engravidei do Pedrinho, estava com 45 anos.
Não imaginava que teria mais um filho.
No Japão, uma mulher da minha idade e com dois filhos —
o médico perguntou se eu planejava seguir a gestação.
Foi uma surpresa essa pergunta.
Minha resposta foi SIM.
Vieram longos quatro meses de repouso absoluto,
descolamentos da placenta, medos e cuidados.
Mas conseguimos chegar ao oitavo mês.
Pedrinho nasceu fortinho, bem pequenino.
E desde então, é meu parceiro,
meu bombom,
um menino bonito,
de bom coração
e cheio de talentos.

https://youtu.be/IQI-h1k9yFs?feature=shared
