Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Adeus silencioso,

ressentimento se dissolve,

luz permanece.

 

Deixar Ir

 

Algumas mãos se afastam

não porque escolhemos,

mas porque não puderam acompanhar

a luz que carregamos.

 

O coração se entristece,

mas aprende a descansar

na certeza de que o afeto

não se mede pela presença alheia,

mas pelo respeito que se mantém.

 

Há amizades que florescem,

e outras que se tornam ventos:

levam consigo o que não era nosso para segurar,

e nos deixam o espaço limpo para o que merece ficar.

 

O ressentimento alheio

não apaga a nossa luz,

nem diminui a beleza do olhar que escolhe amar,

mesmo que sozinho.

 

E assim, aprendemos:

não é todo adeus que fere;

alguns apenas nos ensinam

o valor de deixar ir.

 

 

 

 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

 

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 30/11/2025
Alterado em 06/01/2026
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