Adeus silencioso,
ressentimento se dissolve,
luz permanece.
Deixar Ir
Algumas mãos se afastam
não porque escolhemos,
mas porque não puderam acompanhar
a luz que carregamos.
O coração se entristece,
mas aprende a descansar
na certeza de que o afeto
não se mede pela presença alheia,
mas pelo respeito que se mantém.
Há amizades que florescem,
e outras que se tornam ventos:
levam consigo o que não era nosso para segurar,
e nos deixam o espaço limpo para o que merece ficar.
O ressentimento alheio
não apaga a nossa luz,
nem diminui a beleza do olhar que escolhe amar,
mesmo que sozinho.
E assim, aprendemos:
não é todo adeus que fere;
alguns apenas nos ensinam
o valor de deixar ir.
Nota da autora:
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