Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Quando Meu Filho Disse  a Verdade
 

 

Meu filho estava na terceira série, e aqui no Japão, o “Dia dos Pais” visitar a escola.  Era daqueles eventos que misturam orgulho e tensão: pais andando pelos corredores, avós, pinturas e textos expostos.

 

No meio da exposição, encontrei o texto dele em português. Falava da família: o pai sossegado, o sofá que roncava, a mãe a alegria da casa, cozinheira das melhores comidas, leitora de histórias antes de dormir. Tudo perfeito… até que chegou a parte do “defeito”:

 

— A mãe… peida alto.

 

Chamei ele de lado: “Filho, essa parte não lê, tá?” Ele me olhou sério e disse: “Mas mãe, não é mentira.”

 

Quando chegou a hora da leitura, lá fui eu, escondida no fundo da sala, rezando para o milagre da autocensura infantil. Não teve milagre. Ele leu. Cada palavra. Cada sílaba.

 

No instante do “peida alto”, todos os olhares se voltaram para mim — afinal, eu era a única mãe estrangeira da sala.


Eu respirei fundo e disse:

 

— Sim, meu filho tem um excelente humor!

 

Ele completou, triunfante:

 

— Mas eu não disse nenhuma mentira, mãe.


 

IMORTAL RECANTISTA — AQUI

 

205 #IMORTAIS RECANTISTAS#...


Sam Moreno—Querido Poeta

 

https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=23400

 


 

 

Nota da autora:

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Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 08/12/2025
Alterado em 06/01/2026
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