Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Mulher bonita também pode estar sozinha — e  Feliz

 


 

Nos últimos anos, aprendi a me curtir, a me valorizar, a perceber que posso ser inteira sozinha.

Que não preciso de um homem para me completar, validar minha existência ou abrir meu sorriso.

 

Sinceramente, nem consigo mais me imaginar morando com alguém. Passar pelas fases de adaptação, aceitar manias, tolerar defeitos… só de pensar já cansa. Sei que o amor verdadeiro tem outra vibração, mas eu? Não me vejo nesse cenário. Amor não é sobre preencher vazios nem sobre alguém que me complete. Para mim, mais interessante é alguém que me liberte — da mesmice, do tédio, da energia negativa.

 

Tive tempo para curar a alma. Resgatei a confiança, tornei-me confortável e inteira comigo mesma. Cada escolha foi consciente. Escolhi a liberdade de ser exatamente como sou.

A cura, percebi, acontece quando você para de repetir o que viveu. Ela se mostra na presença diante da vida — não no discurso, mas no jeito de caminhar. O passado existe como memória, não como prisão. Não me controla. É por me sentir assim que me permito viver a solitude.

 

Deixei de ser romântica? Talvez.

Mas há tanta coisa nesse mundo. Saio com amigas, bebo, danço, viajo. Liberdade. Paz. Uma paz que levei uma vida inteira para conquistar. Pra quê arriscar? Pra quê trocar meu riso por noites de frustração? Pra quê dividir minha energia com alguém que não soma — ou  não sabe somar comigo?

 

E, claro, sempre aparece alguém dizendo:

“Você é linda demais para estar sozinha.”

 

Minha avó dizia: “Boniteza não enfeita a mesa, mas abre apetite.”

Pois é. Não estou para enfeite. Estou para viver. Brilhar na minha própria luz. Rir sozinha, dançar sozinha, viajar sozinha — e amar, se quiser. Por escolha, não por necessidade.

 

Teve até uma vez em que uma colega casamenteira resolveu me “presentear” com um amigo. Um sessentão vaidoso. A conversa começou bem, mas logo ficou claro: homem carente que não sabe ouvir reprova sozinho. Expliquei que não buscava namorado, marido ou ficante. Amizade seria bem-vinda. Ele não aceitou. Sumiu. Graças a Deus.

 

É assim: quando uma mulher se valoriza, sabe o que quer e não aceita ser metade para caber no amor do outro, ele se assusta. Chama sua força de arrogância. Sua luz de exagero. Não é ela que brilha demais — é ele que ainda vive no escuro.

 

Mulher inteira, bonita e feliz sozinha não precisa de ninguém para existir. Pode viver, rir, dançar, beber, viajar. Pode amar alguém, se quiser. Mas por escolha. Nunca por necessidade. Porque liberdade, paz e autovalorização valem mais do que qualquer promessa de “completar-se” pela metade.

 

No fim das contas, viver assim não é solidão.

É festa.

É dança.

É riso.

É vida.

 

E, sinceramente, é muito mais divertido do que dividir o sofá com alguém que ronca.

 

 


 

IMORTAL RECANTISTA — AQUI

 

205 #IMORTAIS RECANTISTAS#...

 

Meu carinho especial à Isa Sosnwsk (Marlene)🦋

Quem não se deliciou com os seus Poemas?
Ainda é tempo, ela Imortal 🌹

 

https://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/3231307

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

 

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 15/12/2025
Alterado em 19/06/2026
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