Do que fizemos, não do que perdemos
Vivemos pelas manhãs que nos chamaram à ousadia,
pelos risos que espalhamos, pelos gestos que ficaram
como pequenas luzes no caminho dos outros.
Não devemos lembrar do que perdemos,
mas do que fizemos —
pois é nisso que a vida se revela,
na coragem de tocar sonhos, na suavidade de um abraço,
no calor que deixamos mesmo sem perceber.
Que cada lembrança seja jardim e não ruína,
e que até o arrependimento venha como brisa leve,
lembrando apenas que nos movemos, que sentimos, que fomos inteiros,
mesmo na imperfeição.
Pois a vida não se mede pelo que não tivemos,
mas pelo brilho que deixamos enquanto éramos vivos.
Nota da autora:
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Imagem: Lucas Wada