Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Do que fizemos, não do que perdemos

 

 

Vivemos pelas manhãs que nos chamaram à ousadia,

pelos risos que espalhamos, pelos gestos que ficaram

como pequenas luzes no caminho dos outros.

 

Não devemos lembrar do que perdemos,

mas do que fizemos —

pois é nisso que a vida se revela,

na coragem de tocar sonhos, na suavidade de um abraço,

no calor que deixamos mesmo sem perceber.

 

Que cada lembrança seja jardim e não ruína,

e que até o arrependimento venha como brisa leve,

lembrando apenas que nos movemos, que sentimos, que fomos inteiros,

mesmo na imperfeição.

 

Pois a vida não se mede pelo que não tivemos,

mas pelo brilho que deixamos enquanto éramos vivos.

 

 

 

 

Nota da autora:

Esta obra é protegida pela Lei nº 9.610/98. É vedado o uso do nome da autora, de trechos ou de interpretações da obra para fins de publicação, validação simbólica ou reapresentação pública sem autorização expressa.

 

Imagem: Lucas Wada

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 28/02/2026
Alterado em 28/02/2026
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