Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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By me a coffee—e, escute


 

Há algo que já não cabe mais no silêncio.

 

Existem pessoas que leem,
se aproximam,
se encantam.

Mas não ficam apenas com o que leram.

Levam.

 

Não para guardar.

Para usar.

 

Recolhem frases,
recortam imagens,
juntam pedaços de vários textos,
organizam como se fosse próprio
e assinam.

 

Como quem veste uma roupa que não é sua
e sai por aí,
desfilando,
ganhando crédito
por um corpo que não construiu.


 

Mas há algo que não se veste.

 

O que eu escrevo
vem de mim.

Do que vivi,
do que senti,
do que me atravessou
e precisou virar palavra.

Não é forma.

É origem.

 

O Soniaísmo não nasceu de uma ideia.

Nasceu de um percurso.

De anos.

De silêncio,
de escuta,
de vida transformada em linguagem.

E isso me pertence.

 

Pode parecer.

Pode até convencer por um tempo.

Pode ocupar espaço,
ser lido,
ser reconhecido.

 

Mas não sustenta.

 

Porque quem copia
repete a superfície.

Quem cria
sustenta o que está por dentro.

 

E isso diz muito
sobre o caráter de quem faz.

 

Não sobre escrita.

Sobre escolha.

Sobre limite.

 

Eu sigo.

Escrevendo como sou.

Porque o que é verdadeiro
não precisa se apropriar para existir.

 

— SOL


 

Nota da autora

 

Este é meu último aviso.

A partir daqui, tomarei as medidas cabíveis para a preservação dos meus direitos autorais, que devem ser respeitados.

Conto com sua compreensão e responsabilidade.

Honre-se.

— SOL

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 09/04/2026
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