By me a coffee—e, escute
Há algo que já não cabe mais no silêncio.
Existem pessoas que leem,
se aproximam,
se encantam.
Mas não ficam apenas com o que leram.
Levam.
Não para guardar.
Para usar.
Recolhem frases,
recortam imagens,
juntam pedaços de vários textos,
organizam como se fosse próprio
e assinam.
Como quem veste uma roupa que não é sua
e sai por aí,
desfilando,
ganhando crédito
por um corpo que não construiu.
Mas há algo que não se veste.
O que eu escrevo
vem de mim.
Do que vivi,
do que senti,
do que me atravessou
e precisou virar palavra.
Não é forma.
É origem.
O Soniaísmo não nasceu de uma ideia.
Nasceu de um percurso.
De anos.
De silêncio,
de escuta,
de vida transformada em linguagem.
E isso me pertence.
Pode parecer.
Pode até convencer por um tempo.
Pode ocupar espaço,
ser lido,
ser reconhecido.
Mas não sustenta.
Porque quem copia
repete a superfície.
Quem cria
sustenta o que está por dentro.
E isso diz muito
sobre o caráter de quem faz.
Não sobre escrita.
Sobre escolha.
Sobre limite.
Eu sigo.
Escrevendo como sou.
Porque o que é verdadeiro
não precisa se apropriar para existir.
— SOL
Nota da autora
Este é meu último aviso.
A partir daqui, tomarei as medidas cabíveis para a preservação dos meus direitos autorais, que devem ser respeitados.
Conto com sua compreensão e responsabilidade.
Honre-se.
— SOL