Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Poema Revoltado


Olha-me
Será que quando me olhas me vê?
Olhou-me com altivez
Como se fosse Dono do mundo

Se te pareço uma ferramenta
Olha-me de novo, porque sou Humana
Tenho ossos e carnes como tu
Te olhei na tentativa de achar um coração
só enxerguei escuridão

Olha-me de novo
Viu eu tenho uma alma
Tenho Luz, amo os seres
até mesmo tu que
me fez ficar em lágrimas
com tua crueldade.

Olha-me novamente
e verá que mesmo estrangeira
sou gente, como tu
Que respiro o mesmo ar
Olhei-te novamente
enxerguei um cão
perdido, e se sentindo o tal

Quer saber, vá lamber sabão
emprego tem de montão
Vá gritar com sua mãe...

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 04/03/2008
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