Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Cantiga de Esperança
Sou assim imperfeita,
âs vezes sou noturna
procurando fantasmas rotos
Abrindo túmulos, murmurando
ruído de horror...

Por vezes o medo me invade
Deposito esperanças na noite
mas ela não limpa das ruas
os destroços do dia.
Há um tédio rondando
meu telhado, que é de vidro
e meu céu está â deriva...

Tudo é medo, fantasmas
que agora uivam degredos
Eu em silêncio oro
Enfrentando os dias
longe do destemor

Liberdade, esperança
E o sol há de dourar até as conchas
no fundo mar.
Terra finita, sobrevivente
Eu amo os homens
que fazem valer sua força...


Minha Bandeira é ƒeita de sonhos
O pão de cada dia é preciso
Somos muitos....
Para melhor construir
Um só desejo: prosseguir

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 04/03/2008
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