Sônia Lupion Ortega — SOL
Palavras que não gritam — mas permanecem.
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Dia das mães antecipado...Uma homenagem aos filhos
Dia das mães antecipado
Uma homenagem aos fiilhos

Ao meu Filho João Gabriel.

Minha relação com meu filho caçula, é de uma intimidade e  trocas, tão sinceras que o amor dele por mim é maior que tudo. Como ele sabe ser doce, meigo e adorável, mas como sabe ser duro, enérgico e estúpido quando lhe nego algo.
É um amor desses inexplicáveis, selado pela  cumplicidade mãe-filho, um milagre da natureza,  que jamais serão desfeitos. E minha alma se enche de alegria, por ser tão amada. O bom desse amor, é que ele na sua inocência, não enxerga meus defeitos, ele me ama e pronto, não importa se sou feia, gorda, magra, é o amor sublime, incondicional,  ama simplesmente ama.

Pude curtir a gravidez, conversava horas com meu bebê; compartilhei meu gosto musical, cantei canções para ele dormir, li muitas poesias e  compartilhei meu amor materno, e a natureza me foi generosa. Meu menino tem a beleza das celebridades, com seus enormes  olhos verdes,  com um toque oriental,  herança do pai , os cílios tão longos  que podem tocar o céu, o narizinho mais bem feito que já vi e uma boca  maravilhosa, carnuda e vermelha.  É ainda tão criança, mas já trás na alma  a arte, sensibilidade  para música, pintura, e  literatura.  É um anjo, preparando-se para a vida.

Falta ainda uma semana para o dia das mães, e ele não resistiu, e foi logo cobrando do pai: _ Cadê o papel cartolina que lhe pedi para comprar?
O pai , esqueceu, e foi aquela confusão.
A doçura e meiguice, foram-se, ficou o menino irritado e descontrolado.  Estava desapontado, como ele ia fazer o cartão da mamãe?
Passando alguns minutos, ele pegou seus lápis de cor, sentou-se no chão,  os papéis foram ganhando forma na tesoura manuseada pelas suas mãozinhas,  e em pouco menos de 10 minutos, estava pronto, o cartão da mamãe. Veio correndo  entregar-me, com a expressão preocupada: estava estampado nos seus olhos: o medo, medo da mamãe não gostar.
Quando entregou em minhas mãos, fiquei sem saber como abrir, e ele sem a tal  paciência, foi logo puxando, _  é aqui que abre. E eu disse: _ ah! é na tromba do elefante que  devo puxar para abrir?
_ Não mãe, não é um elefante....
Silêncio, como eu ia agir agora, desapontei meu menino..
mas tudo foi esquecido,  quando abri, e lá estavam 3 corações, bem vermelhos, sua cor predileta, e no alto um Sol e uma lua  e no meio dos dois,  um coração. Na parte inferior, escrita em letras grandes,  EU TE AMO .  Eu fui logo dizendo: - Que coisa linda, nunca ganhei nada tão precioso, você fez mamãe emocionar-se, uma estrelinha vai pingar no meu olho... E completei.._ você me ama dia e noite.. é isso?   Ele sorriu,  deu-me aquele abraço; tão esperado, cheio de amor e calor do corpinho pequeno. Bom,  nem preciso dizer que deste momento em diante, colou-se em mim, e todo instante lá vinha aquele bocão me dar um beijão.

A vida é assim, a felicidade em momentos tão mágicos,  produzidos pela inocência e beleza que só as crianças são capazes de nos proporcionar. Sou feliz, sinto-me compensada, tantas coisas já vivi, tanto  sofri e  hoje tenho esse menininho, que faz magia e enche minha alma de alegria....
Feliz dia das mães.. a todas a mães que amam e são amadas e para aquelas que ainda vão sentir todo esse amor.....

Sônia

Sônia Lupion Ortega Wada SOL
Enviado por Sônia Lupion Ortega Wada SOL em 02/05/2008
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